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A partir de , boa parte dos automóveis e mesmo caminhões e ônibus urbanos será movida à energia elétrica. Até lá, o consumidor terá que continuar a se preocupar com detalhes aparentemente singelos na manutenção do seu carro: o lubrificante que ajuda os pistões dos motores a combustão, por exemplo, a sobreviver mais. Há mais de cinco dezenas deles no mercado. Todos com uma função: esfriar, lubrificar, reduzir o atrito, evitar desgaste do motor e seus componentes.

 

Bem, descuidar da troca de óleo – ou usar um produto incorreto – tem consequências: redução da vida útil do motor e mais gasto na hora do conserto. Para esclarecer as dúvidas mais comuns entre os motoristas, a Motul – multinacional francesa especializada em lubrificantes de alta tecnologia – aponta o que é mito e o que é verdade na troca de óleo.

 

O primeiro cuidado é consultar o manual, que possui todas as informações sobre o plano de manutenção do veículo, como a indicação dos prazos por tempo e por quilometragem para a correta troca do óleo. “A substituição deve ser realizada de acordo com o prazo que vencer primeiro. Mesmo que o carro tenha rodado pouco, é necessário fazer a troca se o tempo tiver vencido, porque o óleo, que foi usado e contaminado, vai perdendo a capacidade de lubrificação do motor”, explica Rafael Recio, gerente de Produto e Suporte Técnico da Motul Brasil da Motul.

 

Já faz muito tempo que o a lenda “subistitui o filtro de óleo uma vez sim, outra não a cada troca” foi desmistificada. Mas ainda existe em algumas situações. A função do filtro de óleo é reter partículas que poderiam danificar o motor ou acelerar o seu desgaste. Se um filtro velho que não tiver sido trocado falhar ou não conseguir desempenhar sua função de forma perfeita, não terá adiantado de nada a troca do óleo. Na melhor das hipóteses, se o filtro ficar saturado, a válvula de by-pass do filtro se abre e o óleo passa direto por ele sem ser filtrado – e o filtro não tem função nenhuma. Se essa válvula não funcionar por qualquer motivo, o filtro pode se tornar uma restrição no fluxo de óleo e o motor correrá sério risco de ficar sem lubrificação adequada, o que certamente levaria a uma quebra catastrófica e alto custo de reparo. Além disso, o custo de um filtro é muito pequeno em uma troca de óleo, e por esse e os outros motivos mencionados, não trocá-lo é um grande perigo.

 

Em geral, o manual do veículo possui um plano de manutenção para uso normal e outro para uso severo baixas rotações, estradas de terra, trajetos curtos com o motor frio – nesses casos, é comum que as revisões e o intervalo de troca do óleo sejam reduzidos pela metade. “Se o veículo costuma ficar boa parte do tempo preso em congestionamentos, por exemplo, o motorista precisa adotar o plano severo, porque essa condição de uso exige mais dos componentes do carro do que rodando em rotações e velocidades mais constantes”, alerta Rafael Recio.

 

Um óleo fora da especificação recomendada pode não apresentar a espessura de filme de óleo projetada para aquele motor, além de não cumprir os requisitos de normas determinados pela montadora. Dessa forma, a viscosidade e as normas incorretas podem comprometer a eficiência do motor, aumentar o consumo de combustível e, para piorar, danificar os componentes internos. “Na hora de escolher o óleo, leve em consideração a viscosidade e a norma da montadora. Essas informações são facilmente encontradas no manual do fabricante”, orienta Recio.

 

É aconselhado sempre evitar misturar lubrificantes de especificações diferentes, pois o resultado final dessa mistura pode gerar um desempenho que não atende à especificação do motor. Só é aceitável em uma situação de emergência, temporária, para corrigir o nível de óleo muito baixo. Posteriormente, assim que possível, é recomendado que o veículo faça uma parada para uma revisão para checar o motivo do nível de óleo estar baixo.

 

Se o veículo rodar com óleo abaixo do nível, a lubrificação ficará comprometida, visto que o pescador de óleo não conseguirá captar o óleo do cárter de maneira satisfatória. Isso pode resultar em muita espuma e baixa pressão de óleo, comprometendo o fluxo e deixando uma boa chance de quebra do motor por falta de lubrificação. Em caso oposto, rodar com lubrificante acima do nível pode causar vazamento pelos respiros. O volume de óleo em excesso simplesmente vai para onde não deveria ir.

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